07 Mar 2018• Por Equipe Vitrine da Joia

Agora é que são elas

EMPODERAMENTO FEMININO: este é um termo muito discutido nos últimos anos e que sempre ganha evidência às vésperas do Dia Internacional da Mulher. Mas, afinal, o que é de fato empoderar mulheres? Será que ainda existe diferença no tratamento entre mulheres e homens empreendedores? E como uma mulher deve se posicionar para de fato ganhar o reconhecimento no mercado de trabalho?

 

Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que empoderamento feminino é diferente de feminismo. Enquanto o feminismo atua mais na ideologia de equidade de gêneros, o empoderamento é representado pela mudança no mindset e no comportamento da mulher diante de questões relacionadas principalmente ao mercado de trabalho. De acordo com o dicionário online (dicio.com.br) empoderar é “passar a ter domínio sobre sua própria vida”. Com o domínio em mãos, uma mulher é capaz de realizar o que ela quiser!

 

Eu, como empreendedora (sou sócia-fundadora da Vitrinne Magazine) confesso que sofro até hoje, em algumas circunstâncias, discriminação por parte de alguns empresários do mercado de joias folheadas. Embora seja um mercado que comercializa produtos tendo como público-alvo mulheres, este é um ramo liderado por muitos homens que acreditam que eu, por falar muito sobre moda e tendência, não sei falar sobre negócios ou mercado. Essa é uma realidade que mudou muito desde quando comecei meu negócio há quase 7 anos, mas mesmo após tantos debates e tanta abertura de mercado, é sim perceptível uma diferença no tratamento por parte de algumas cabeças que ainda acham que negócio é assunto de homem.

 

Mas, como tomar o domínio de si mesma e reverter essa situação? Persistência é a palavra-chave para se posicionar e conquistar seu espaço com todos os méritos que lhe são devidos.

 

Após fazer uma reflexão sobre o tema, eu convidei empreendedoras de 3 empresas diferentes para falar sobre o assunto e, quem sabe, te inspirar com suas experiências e posicionamento diante do mercado de trabalho.

 

A primeira pessoa com quem conversei foi a Renata, fundadora da marca Renata Pedroso Joias em Bruto, loja que completa neste ano 10 anos, mas uma profissional que atua no ramo de joias folheadas há mais de 20 anos. Ela conta que o grande desafio para ela, quando começou seu próprio negócio não foi nem exatamente a exclusão de gênero, mas o olhar crítico de alguns empresários que atuavam à frente de empresas há mais tempo. Como Renata era empregada e passou a ser empreendedora, houve um certo olhar crítico em relação a essa mudança de realidade para ela. No quesito negociação, ela diz que os homens realmente possuem um olhar mais racional e de certo modo mais agressivo do que as mulheres. “Quando negocio com homens, aqueles que possuem uma mentalidade mais machista, agem de forma mais agressiva e chegam a até intimidar, caso não façamos o que eles pedem. Pelo meu histórico, essa intimidação é de fato maior com homens do que com mulheres nas negociações.”

 

Renata confessa que os relacionamentos comerciais com as mulheres são realmente mais abertos e dinâmicos. Elas são mais propensas a ouvir e aprender mais do que os homens, e isso se torna de certo modo muito mais fácil de lidar. As relações comerciais com os homens geralmente giram mais em torno de números e é muito mais trabalhoso passar certos valores intrínsecos à cultura da empresa.

 

E, para finalizar, Renata diz que se for aconselhar mulheres a investir neste mercado, o segredo é analisar e estudar muito antes de abrir seu negócio. Pensar nos pequenos detalhes é, para ela, extremamente importante para um negócio dar certo. Saber se posicionar diante deste mercado também é fundamental para que essas mulheres não se sintam vítimas de atitudes machistas e se destaquem naquilo que estiverem dispostas a fazer.

 

Conversei também com a Amanda e a Bianca, sócias da A’doro Semijoias e elas contaram que sentiram realmente algumas dificuldades no começo da empresa, principalmente em grandes negociações financeiras por serem mulheres. “Porém percebemos que é um problema cultural por se tratar de um país ainda machista, mas desde o início procuramos agir quebrando paradigmas tomando a frente do negócio.”

 

Para elas, as vantagens que uma mulher empreendedora neste mercado tem em relação aos homens é uma maior facilidade em estar mais atenta ao mundo da moda , facilitando a produção e compras das joias. Facilidade de comunicação e empatia com os clientes é outro ponto que conta a favor das mulheres. A desvantagem é “um grande pré-conceito que existe pelo negócio ser liderado por mulher, e algumas vezes o próprio desrespeito de alguns homens em aceitar negociar com mulheres.”

 

Um conselho que elas dariam para mulheres que querem investir em seu próprio negócio neste ano é que essas mulheres de negócios ajam de forma a quebrar os paradigmas e tomando a frente do negócio, assim como elas fizeram, pois é somente desta maneira que as mulheres adquirem o respeito e mostram o poder de uma mulher à frente de um negócio.

 

E, por último, conversei também com a Angelica, Elisa e Carla, sócias da empresa Glamour Semijoias que falaram que, para elas, as mulheres têm cada vez mais se superado, com mais garra que os homens, tendo mais dinamismo do que eles, sendo mais despojadas, e enfrentando sem medo as oportunidades.

 

E para você, como tem sido seu posicionamento em seu negócio ou emprego? Já tomou o domínio de sua própria vida para realizar suas conquistas? Aproveite esses depoimentos de mulheres inspiradoras e empodere-se!

 

Texto: Andreza Leite

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