06 Jul 2018• Por Equipe Vitrine da Joia

Um pouco sobre mim: a vida como ela é

Bom, o post de hoje será um pouquinho diferente do que você está acostumado a ler. Aqui não irei falar de nenhuma tendência de moda, consumo ou comportamento. Também não falarei dos próximos eventos que amo sempre fazer parte, nem vou mostrar lançamentos de nossos parceiros que chamo de #FornecedorVitrinne. Hoje eu quero compartilhar com você a minha história.

 

Confesso que relutei muito para escrever esse post. Refleti se não seria uma superexposição, se as pessoas não interpretariam como algo piegas ou apelativo demais ou mesmo que fosse algo para suprir um momento de desabafo pessoal. Mas após muito analisar, cheguei à conclusão que, se eu tenho essa oportunidade de “falar” a muita gente, talvez minha história possa inspirar pessoas que se sentiram em algum momento no fundo do poço como eu já me senti.

 

Sim... eu já me vi no fundo do poço e isso não faz muito tempo!

 

Antes de mais nada, sou a Andreza Leite, sócia do Grupo Vitrinne e autora de grande parte dos posts que você lê aqui. Sou nascida em Limeira, cidade que recebeu recentemente o título de Capital da Joia Folheada. Tive uma infância sem muitos luxos, mas graças a Deus eu e meu irmão nunca passamos vontade de nada (não que me lembre). Tive uma adolescência relativamente normal, com algumas rebeldias comuns da idade.

 

Aos 18 anos ingressei na faculdade de Psicologia (curso que sou apaixonada), e após esse período comecei a trabalhar no ramo varejista de vestuário. Costumo dizer que toda a percepção de moda e mercado que tenho hoje eu devo a essa experiência no varejo, no qual atuei como vendedora e também como compradora. Já morei nas cidades de Piracicaba, Campinas e São José do Rio Preto e foi nessa última que tive minha experiência no ramo de editoração de revistas, me fazendo a cursar a faculdade de Marketing - Psicologia e Marketing são minhas duas paixões!

 

Meus pais sempre me apoiaram em todas as minhas decisões. Isso não quer dizer que eles sempre concordaram com elas, mas sempre me deixaram ir e obter experiências que acredito terem sido fundamentais para eu ter me tornado o que sou hoje.

 

Quando estava para completar meu segundo ano morando em São José do Rio Preto, meu pai que já havia sido diagnosticado com câncer teve seu quadro severamente agravado e isso fez com que eu voltasse a Limeira a fim de ficar ao seu lado e cuidar dele no que fosse preciso.

 

Nesse meio tempo eu conheci o Angelo, hoje meu esposo e meu sócio. Nos conhecemos na Copa do Mundo de 2010 e desde então nunca mais nos desgrudamos e somos companheiros em tudo!

 

A Vitrinne Magazine nasceu em agosto de 2011 e ela se tornou minha paixão, principalmente depois que o pai do Angelo, Odair Zambom faleceu. Ele que idealizou a Vitrinne Magazine (inicialmente chamada Vitrine da Joia) e morreu antes de ver a primeira edição ficar pronta. E, desde que eu e o Angelo decidimos continuar com a revista, eu prometi para mim mesma que ia fazer sempre meu melhor para surpreender o Odair onde quer que ele estivesse, pois ele sempre foi um profissional exemplar e que revolucionou este mercado com sua atuação apaixonante à frente de seus negócios e merecia ter o melhor!

 

Tudo até que corria bem, com altos e baixos de qualquer negócio até que em abril do ano passado (2017) minha mãe faleceu. Aquilo foi um tremendo choque para mim e para todos da família. Confesso que esperávamos o pior para o meu pai, devido à sua doença, mas Deus quis que todos nós presenciássemos a morte de minha mãe dentro de casa. Só quem já perdeu alguém muito querido sabe a dor que é!

 

Eu senti demais a perda da minha mãe, mas não podia deixar me abater por dois motivos: porque meu negócio dependia exclusivamente de mim (e do Angelo) e porque meu pai precisava agora mais do que nunca de minha atenção.

 

Entre as idas e vindas com meu pai às clínicas, um dia resolvi mostrar a um dermatologista que estava consultando meu pai uma pinta que eu tinha na perna. Na hora ele chamou sua chefe e me encaminhou com urgência para uma cirurgia de retirada dessa pinta e biópsia. E foi que, em agosto do ano passado recebi o diagnóstico de melanoma maligno. Para quem não sabe, o melanoma é o tipo de câncer de pele mais grave e o único que é capaz de matar em meses devido à sua rapidez em gerar metástase.

 

Agora, além de meu pai, eu precisava cuidar de mim também! Aí te digo: como que uma pessoa, numa hora dessas, consegue manter a cabeça 100% focada nos negócios?

 

Quando setembro chegou, tivemos uma sequência de três feiras: Ajorsul, Minas Trend e Jis Miami. Eu ficaria mais de 15 dias longe de meu pai! Todas as feiras foram um tremendo sucesso e eu havia voltado delas com vários feedbacks positivos e com meu pai bem!

 

Passaram-se exatamente nove dias depois que voltei de viagem, e eis que recebo a notícia que faltava para me afundar: meu pai falecera! Não sei vocês, mas receber num prazo de seis meses a notícia da morte da mãe, o diagnóstico de um câncer e a morte do pai não foi nada fácil!

 

Em dezembro, um primo muito querido morre, aos 33 anos, com melanoma (o mesmo diagnóstico que o meu). E foi justamente naquele momento que eu caí. Não queria sair do quarto de jeito nenhum. Implorei várias vezes para o Angelo pedir para meu médico me internar e me deixar sedada por vários dias para ver se aquela dor amenizava, e pensei em vários momentos na morte. Se o Angelo não estivesse ao meu lado nestes momentos de dor intensa, não sei realmente se teria aguentado!

 

Tudo isso aliado a um mercado instável e um faturamento despencando, pois eu não tinha mais condições de produzir muita coisa!

 

Mas, como minha mãe sempre dizia que Deus nunca dá um fardo maior que a pessoa não consiga carregar, eu pedi ajuda e vi minha fé retomar, dia após dia.

 

Em 10 de janeiro deste ano eu fiz a cirurgia para retirada do câncer e biópsia linfonodo sentinela para descartar qualquer possibilidade de metástase. E, graças a Deus a boa notícia veio: não havia mais nada e eu estava curada!!

 

Ainda tenho que fazer acompanhamento a cada três meses, mas com minha fé renovada, tudo ficou muito mais fácil e foi então que voltei a focar completamente na Vitrinne Magazine e rever muitas das estratégias, pois são nos momentos de pausa que conseguimos parar para analisar o que há de certo e errado em um negócio e em nossas atitudes também!

 

Nós nunca paramos! Continuei a escrever pois foi meu compromisso com meus leitores que me fez manter em pé também. A Vitrinne Magazine está prestes a completar 7 anos e posso dizer que chegamos aqui com muito orgulho de cada passo que demos!

 

Logo vamos lançar um novo projeto que vem ao encontro desta minha nova visão de mundo e de valores, e se eu pudesse dar um conselho aqui hoje é: não desista! Pode parecer clichê, mas isso é real!

 

Quando estamos em crise, nos momentos de baixa e com dificuldades seja no âmbito pessoal ou profissional não conseguimos enxergar muitas saídas. Mas continue persistindo e trilhando o caminho que seu coração te levar, pois este nunca erra!

 

Esqueça aquela vida “perfeita” das redes sociais. A dor de barriga é igual para todos. O mundo é muito mais do que isso! Foque em seus objetivos e não esqueça jamais que só você pode transformar a sua realidade!

 

Não... isso não é um texto de autoajuda. É só a minha experiência real compartilhada!

 

Ah... assim como tomei coragem e compartilhei a minha história, quero conhecer a sua! Mande um e-mail para direcao@vitrinnemagazine.com.br que será uma tremenda alegria conhecer e trocar experiências tão ricas com outras pessoas!

 

Texto: Andreza Leite

Fotografia: Anna Ramos

 

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