22 Mai 2019• Por Equipe Vitrine da Joia

Galvanoplastia: desmistificando o famoso banho de joias

GALVANOPLASTIA ou o famoso BANHO DE JOIAS: essa é uma das áreas que mais geram dúvidas e preocupações com quem trabalha com semijoias e bijuterias, afinal, garantir um produto com boa qualidade é fator primordial para continuar no mercado, e sabemos que um bom banho é essencial para que você não tenha maiores problemas com suas clientes.

 

Se tem uma coisa que um processo de galvanoplastia NÃO é, é simples e fácil! E por ser tão complexo, gera muitas dúvidas e divergências de definições por parte de leigos que não conhecem exatamente todos os processos e tudo o que é necessário para se banhar uma peça de semijoia ou bijuteria.

 

Há algum tempo o Angelo Zambom fez um vídeo AO VIVO no Youtube onde ele tirou muitas dúvidas sobre o assunto, e por ser algo tão útil e difícil de encontrar na internet, resolvemos transcrever aqui alguns tópicos essenciais para você que trabalha no ramo conheça:

 

 

Vídeo com conteúdo completo no link: Perguntas e respostas sobre Galvanoplastia

 

 

Antes de tudo, para que uma peça tenha boa qualidade, não depende da quantidade de ouro que é colocada nela e sim do processo pelo qual a peça passa, o banho tem que ser de qualidade, porém o conjunto (bruto + banho) é a chave para deixar a peça com uma boa qualidade.    Dica importante: Milésimos ideais para cada peça, brincos tem que ter no mínimo de 3 a 7 milésimos para ficar com uma qualidade legal, já anéis, colares, pulseiras, por ter mais contato com a pele é interessante colocar de 10 a 15 milésimos.

 

 

Uma questão muito discutida é sobre peças antialérgicas. Vou deixar bem claro aqui: NÃO EXISTE PEÇA ANTIALÉRGICA! Antialérgico é remédio e claramente não dá para colocar no processo de galvanoplastia. Mas algumas coisas podem ser feitas para amenizar os efeitos nas pessoas que usam essas peças; uma opção que muitos usam é a mudança do banho de proteção da peça, após o cobre ácido, substituindo o níquel por paládio, assim seria uma peça hipoalergênica – a definição correta que você deve usar.

 

 

Problemas que podem danificar as peças e como prevenir:

 

 

1. Uma questão recorrente é sobre banho de peças para lugares quentes e úmidos. Locais com essa caraterística de clima, é preciso tomar cuidado redobrado com a camada que damos nelas, para aumentar a sua durabilidade e resistência. Faça testes com camadas superiores. Brincos a partir de 5 milésimos  e colares, anéis e pulseiras a partir de 10 milésimos.  

 

 

2. Ácido úrico não é um processo, mas é um problema que pode danificar a  peça, dependendo  do nível de ácido úrico da pessoa. Se for muito alto, a peça pode ser corroída e ter sua durabilidade e qualidade prejudicadas.

 

 

3. Para limpar a peça sem prejudicar o banho, existem soluções prontas que são comercializadas e que são próprias para isso. Uma alternativa paliativa é a solução caseira simples, feita à base de bicarbonato de sódio, vinagre e água quente ou o velho truque (que funciona) da pasta de dentes.

 

 

E para dar uma proteção boa nas peças é sempre bom o verniz, é uma parte importante no banho, pois ele garante mais proteção e aumenta a durabilidade da peça.

 

 

Já que entramos no assunto de verniz vamos falar um pouco sobre a diferença entre o verniz cataforético e os vernizes modernos. O verniz cataforético é um pouco mais visível na peça, além de deixar com uma aparência mais plastificada e ter uma durabilidade menor. Já o verniz mais moderno, que são chamados de Diamond, Audax ou Infinity no mercado, tem uma durabilidade maior, deixa a peça com um brilho mais acentuado e consequentemente mais bonita e protegida.

 

 

 

Há muitas opções para você trabalhar dentro do mercado de semijoias, mas sempre surge aquela dúvida, devo trabalhar com revenda ou comprar o material bruto? Um conselho, se você for comprar em um grande volume trabalhar com o bruto é mais interessante, mas se for trabalhar com pouca quantidade, melhor comprar pronta para revender.

 

 

Bruto = Volume de vendas.

Peça pronta = Comprar e revender

 

 

Outras perguntas muito frequentes:

 

 

1 - Qual é melhor: ródio ou ouro? – Apesar de ser mais comum e cair no gosto das brasileiras, o banho de ouro tem uma durabilidade menor que o banho de ródio. Não pela qualidade em si, mas pelas caraterísticas físico-químicas desses metais. O ródio é mais duro, sendo assim possui uma durabilidade maior que o ouro.

 

 

2 - É verdade que muitas camadas de ouro deixam as correntes duras? – Não, a corrente fica dura por ficar muito tempo no cobre. O banho de cobre serve para trazer brilho e proteção. Porém, se a peça ficar muito tempo neste processo, a camada de cobre tende a deixar a peça mais dura, principalmente no caso de correntes mais finas. Aqui, o operador deve ter a habilidade de encontrar o melhor tempo para deixar a peça com brilho, sem endurecer ela.

 

 

3 - Qual banho que ele usa para substituir o níquel, quais as opções? – Temos no mercado 2 opções: o primeiro deles é o chamado “níquel free”, que significa livre de níquel. É um processo a base de estanho. O outro tipo comum é o paládio. O paládio é um metal muito nobre e de uma dureza superior, praticamente igual a do ródio. Mas ele não serve como cor final, ele é um processo de selagem. A contrapartida do paládio é que seu banho é muito mais caro.

 

 

4 - Como é o manuseio da peça durante o processo? -  Todo o processo de galvanoplastia é feito com luvas. Por 2 motivos: o primeiro é que para que evite o depósito de gordura dos nossos dedos na peça, que poderia atrapalhar o processo de galvanoplastia e evitar deixar marcas nas peças. O segundo motivo é para evitar o contato da pele com os produtos químicos que estão diluídos nos tanques por onde passam as peças durante o processo de galvanoplastia.

 

 

5 - O processo de resinar a peça vem durante ou depois do banho? – Vai depois do banho. A resina não aguenta a ação dos produtos que vão no processo de galvanoplastia. Então, para não estragar a peça, primeiro você passa ela pelo processo e, após isso, ela está apta o processo de resina.

 

 

6 - Quanto tempo dura o banho de ródio no ouro branco? – Muito tempo, tem peças que duram a vida toda da pessoa que compra. Claro que tudo isso depende da forma como a sua peça é usada. Para se ter uma ideia, até mesmo peças banhadas a ouro, quando usadas de maneira responsável, podem durar por anos e anos.

 

 

 

7 - Qual é a diferença do folheado para o banhado? – Na prática, peças banhadas e folheadas são a mesma coisa. O processo de galvanoplastia é conhecido, popularmente, como banho ou folheação de joias em latão. Porém, na teoria a diferença é muito simples: toda peça que tem apenas a camada de cor final em ouro no processo, ou seja, 1 ou 2 milésimos, é considerada uma peça banhada. Quando a peça passa pela folheação, que é a parte do processo onde ela recebe mais camadas de ouro, a peça é considerada banhada ou folheada.

 

 

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Texto: Angelo Zambom

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